A Vale ignorou as diretrizes Conselho Internacional de Mineração e Metais sobre a prevenção de falhas catastróficas nas instalações de armazenamento de rejeitos.
A Vale não aderiu aos padrões de gestão de barragens de rejeitos definidos pelo padrão Irma (de Multi-Stakeholder Initiative for Responsible Mining Assurance,
Uma empresa internacional, uma das maiores mineradoras do mundo ignora normas e padrões internacionais de mineração.
‘Vale é responsável por crime’, diz sindicato global que denunciou empresa à OCDE
Entidade internacional de sindicatos da indústria se manifestou sobre o crime em Brumadinho (MG). 'Vale não aderiu a advertências e mais uma vez mostrou descaso com a segurança'
Publicado 28/01/2019
Entidade internacional de sindicatos da indústria se manifestou sobre o crime em Brumadinho (MG). 'Vale não aderiu a advertências e mais uma vez mostrou descaso com a segurança'
Publicado 28/01/2019
São Paulo – Para a federação internacional de sindicatos IndustriALL Global Union, a Vale é responsável pelo crime ambiental de Brumadinho (MG). “A Vale não conseguiu aprender com o passado. E agora seus trabalhadores estão pagando o preço final com suas vidas. Não pode existir mais pretextos”, disse o metalúrgico brasileiro Valter Sanches, secretário-geral da entidade, com sede em Genebra, Suíça, que representa mais de 50 milhões de trabalhadores em 140 países.
O desastre ambiental e humanitário de Brumadinho já deixou ao menos 60 pessoas encontradas mortas e mais de 300 desaparecidos. Se trata de um crime reincidente, visto que há três anos, a cidade, também mineira, de Mariana, sofreu com o rompimento de duas barragens da Samarco, controlada pela Vale. “A Vale não aderiu a advertências e mais uma vez mostrou seu descaso com a segurança”, completou Sanches.
A IndustriALL já apresentou queixa contra a Vale na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Contra a Vale e a gigante de mineração britânica-australiana BHP (que também é controladora da Samarco), após o desastre da barragem de Fundão em Mariana. A falha da barragem de rejeitos em novembro de 2015 custou a vida de 19 pessoas e foi o pior desastre ambiental do Brasil”, afirma a entidade em nota.
A IndustriALL atua no caso contra a Vale em parceria com a Internacional dos Trabalhadores da Construção e Madeira (BWI). “A IndustriALL está convocando todas as empresas das cadeias de produção da Vale, incluindo produtores multinacionais de aço e automóveis, para compartilhar a responsabilidade por esse desastre e usar sua influência junto à Vale e ao governo do Brasil para garantir que nunca se repita”, acrescentou Sanches.
Para a entidade, a Vale “ignorou as diretrizes do Conselho Internacional de Mineração e Metais sobre a prevenção de falhas catastróficas nas instalações de armazenamento de rejeitos, liberadas. Além disso, não aderiu aos padrões de gestão de barragens de rejeitos definidos pelo padrão Irma (de Multi-Stakeholder Initiative for Responsible Mining Assurance, uma espécie de convenção internacional de gestão que estabelece garantias de gestão responsável da atividade mineradora)”.
A empresa dona da mina do Córrego do Feijão, complexo cujos problemas resultaram no crime de sexta-feira (25), disse hoje (28), por meio do advogado Sergio Bermudes, que “não vê responsabilidade” sobre o fato. “A Vale não vê responsabilidade. Nem por dolo, que é infração intencional da lei, nem por culpa, que é a infração da lei por imperícia, imprudência ou negligência. Ela atribuiu o acontecido a um caso fortuito que ela está apurando ainda”, disse.
https://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2019/01/industriall-vale-e-responsavel-por-crime-nao-pode-existir-mais-pretextos/
https://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2019/01/industriall-vale-e-responsavel-por-crime-nao-pode-existir-mais-pretextos/
12.2. Movimento Águas e Serras Casa Branca
Movimentos sociais e de ambientalistas pedem a responsabilização da Vale pelo rompimento da barragem de rejeitos na Mina Córrego do Feijão, operada pela empresa em Brumadinho, Minas Gerais. Os representantes dos movimentos alegam que o desastre poderia ter sido evitado, uma vez que fizeram alertas ao Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais e ao Ministério Público.
https://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2019/01/processo-de-licenciamento-da-barragem-de-brumadinho-teve-ativistas-ignorados/
Movimentos sociais e de ambientalistas pedem a responsabilização da Vale pelo rompimento da barragem de rejeitos na Mina Córrego do Feijão, operada pela empresa em Brumadinho, Minas Gerais. Os representantes dos movimentos alegam que o desastre poderia ter sido evitado, uma vez que fizeram alertas ao Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais e ao Ministério Público.
https://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2019/01/processo-de-licenciamento-da-barragem-de-brumadinho-teve-ativistas-ignorados/
http://aguasdecasabranca.blogspot.com/
11.3. Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB
Movimentos sociais atuam no auxílio de vítimas da Vale
https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2019/01/movimentos-sociais-atuam-no-auxilio-de-vitimas-da-vale/
11.3. Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB
Movimentos sociais atuam no auxílio de vítimas da Vale
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reúne equipe de apoio psicossocial e faz ações conjuntas com entidades sociais, sindicais, Defensoria Pública estadual e a rede Médicos Populares, entre outros
Publicado 28/01/2019
“Nosso primeiro esforço é trazer informação independente”, explica o integrante do MAB sobre a atuação diante dos atingidos
Perseu Abramo – Movimentos sociais e militantes de sindicatos estão mobilizados desde sexta-feira, 25 de janeiro, para ajudar no resgate de desaparecidos e no auxílio a atingidos por mais um crime ambiental protagonizado pela companhia Vale. O rompimento de uma barragem do Córrego Feijão despeja lama e rejeitos por toda a região ao redor da cidade de Brumadinho (MG) e a tragédia já atingiu diretamente ao menos 19 municípios.
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) está reunindo equipes em ação desde as primeiras horas após o rompimento. Além das equipes voluntárias no local, o MAB também procura angariar apoio de outras entidades dos movimentos sociais e sindical, na forma de contribuição em dinheiro.
“Por enquanto temos um grupo de aproximadamente dez pessoas do MAB atuando aqui. Aguardamos a chegada de outras”, explica Thiago Alves, da coordenação estadual do MAB em Minas Gerais. Segundo ele, a ajuda que o movimento se propõe a dar é especialmente apoio psicossocial – incluindo cuidados médicos – e municiar as vítimas de informações sobre seus direitos.
“Nosso primeiro esforço é trazer informação independente, acumulada em vários anos de experiência em situações semelhantes. Sempre que ocorre uma tragédia dessa, há assédio de advogados tentando se aproveitar”, conta Thiago, que é jornalista.
Além disso, segundo ele, há uma guerra de informações vindas da mídia e de representantes da empresa com o objetivo de “criar confusão, divisão entre as famílias e aumentar o desalento”. Nesse episódio, como em outros, o MAB vai atuar em parcerias. A Defensoria Pública estadual, a rede Médicos Populares e outros voluntários já está atuando no esforço conjunto.
“As pessoas não conseguem lutar por seus direitos se não estiverem recompostas. Por isso nosso trabalho não é pontual, é de longo prazo, de atendimento psicossocial. Estamos aguardando voluntários e sempre, em outros momentos, tivemos resposta positiva”, conta. Saiba como ajudar o MAB visitando suas páginas no Twitter e no Facebook.
Esse acidente de grandes proporções, o segundo em três anos causado por operações da Vale em Minas Gerais, poderia ter sido evitado caso denúncias dos movimentos sociais e de ambientalistas tivessem sido levadas em conta pela empresa e pelas autoridades.
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