Era de se
esperar que durante o período das chuvas metais pesados novamente fossem
suspendidos com o sedimento novamente. A liberação de metais pesados do sedimento, entre outros
fatores, depende do pH.
Até o momento não se fala em realizar estudos de
impacto ambientais, os quais poderiam elucidar a dinâmica
sazonal dos metais
pesados ao longo das estações do ano e ao longo do trajeto dos mesmos no rio.
As
condições físico-químicas. Sem estes estudos continua-se a cegas, e a
população desinformada continua sendo pega de surpresa pelos impactos
ambientais.
Era de se esperar que durante o período das chuvas metais pesados novamente fossem suspendidos com o sedimento novamente. A liberação de metais pesados do sedimento, entre outros fatores, depende do pH.
Até o momento não se fala em realizar estudos de impacto ambientais, os quais poderiam elucidar a dinâmicasazonal dos metais pesados ao longo das estações do ano e ao longo do trajeto dos mesmos no rio. As
condições físico-químicas. Sem estes estudos continua-se a cegas, e a população desinformada continua sendo pega de surpresa pelos impactos ambientais.
Níquel e arsênio são detectados na água do Rio Paraopeba, entre Pará de Minas e Pompéu
Metais pesados foram encontrados durante análises do Instituto Mineiro de Gestão das
Águas em janeiro deste ano; elementos não foram localizados na época do rompimento
da barragem em Brumadinho.
G1 16/02/2020
Os metais pesados níquel e arsênio foram detectados pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) na água do Rio Paraopeba, no trecho entre Pará de Minas e Pompéu, em janeiro de 2020. A confirmação foi enviada pelo Instituto ao G1 através de nota, nesta sexta-feira (14). Os elementos não haviam sido encontrados na água na época do rompimento da barragem B1, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.
Nesta semana, o Igam divulgou que o uso da água bruta do Rio Paraopeba, entre Brumadinho e Pompéu, continua suspenso. O Instituto intensificou o monitoramento da qualidade da água bruta do Rio, além de ter determinado à Vale que reforce as análises.
De acordo com o Igam, atualmente, são 16 pontos monitorados no Rio Paraopeba no trecho impactado. Seis deles estão entre Pará de Minas e Pompéu. Com a chegada do período chuvoso, desde novembro o Igam monitora os pontos semanalmente, incluindo os localizados no Centro-Oeste de Minas.
Os resultados já eram esperados pelo Instituto por conta do período chuvoso e do revolvimento do material que ainda se encontra depositado no leito do rio, sobretudo nas áreas próximas ao rompimento.
Monitoramento
Em nota à reportagem, o Igam explicou que o aparecimento dos elementos tóxicos foi detectado no dia 16 de janeiro, quando foram registradas extrapolações do limite de classe para os parâmetros níquel e arsênio na estação de amostragem localizada em Paraopeba.
“O níquel e o arsênio não haviam sido detectados na água à época do desastre durante a passagem da pluma de rejeitos, no trecho do Rio Paraopeba entre Pará de Minas e Pompéu”, diz a nota.
O Igam ressalta que é preciso considerar que o mês de janeiro deste ano apresentou um acumulado maior de precipitação, comparado com o mesmo período do ano anterior. Por isso, o Instituto associa os resultados encontrados com as chuvas intensas, aumento das vazões e o revolvimento do material que ainda se encontra depositado no leito do rio, sobretudo nas áreas próximas ao rompimento.
No trecho de monitoramento entre Pará de Minas e Pompéu, foram registradas desconformidades, durante o mês de janeiro, dos limites de classe 2 para os seguintes parâmetros: turbidez, manganês total, ferro dissolvido, alumínio dissolvido e chumbo total em todos os pontos de amostragem avaliados neste trecho do Rio Paraopeba.
Segundo a resolução nº 357, de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), as águas doces têm quatro tipos de classificação. A classe 2 define que são águas que podem ser destinadas:
- Ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional
- À proteção das comunidades aquáticas
- À recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução Conama no 274, de 2000
- À irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto
- À aquicultura e à atividade de pesca
O Igam explica ainda que o chumbo, que esteve abaixo do limite de classe durante o período seco de 2019, desde de dezembro do ano passado passou a registrar violações do limite de classe, em todos os pontos monitorados ao longo da calha do Rio Paraopeba, desde de Brumadinho até o ponto localizado a montante da UHE Retiro Baixo (região de Pompéu).
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