1 - Mais uma consequência da falta de condução técnica- científica das medidas adotadas frente ao crime da Vale S.A. en toda a bacia do rio Paraopeba. Um minimo de conhecimento técnico indicava que havia esta possibilidade. Um estudo de impacto ambiental, se tivesse sido feito, teria formalizado o impacto e teria previsto programas de orientação aos agricultores, etc. E ainda há o problema de ter lavouras contaminadas com metais pesados que podem estar sendo negociadas em supermercados, sacolões, etc. E ninguém se manifestou a respeito, a pesar de ser outra questão obvia.
2 - Um segundo problema é que o gado agora tem acesso às lagoas de inundação que ficaram da enchente do rio. Desta forma poderão ficar contaminados e sofrerem doenças, além da carne e leite estar fora de padrões de consumo.
3 - O terceiro problema é que o solo agrícola fica contaminado pelos metais e é solo perdido. Um estudo de impacto ambiental teria apontado a melhor solução para o problema, como remover, onde seria disposto este material e sob quais condições. E como ninguém informa, não se entende que além da lavoura se perdeu solo agricultável onde não poderá haver cultivo novamente se não forem tomadas as devidas providencias.
4 - É incrível que sejam agentes empregados da Vale que estejam vistoriando as propriedades e tomando as medidas que eles acham sejam as necessárias. Completamente anômalo que a um criminoso lhe seja delegada a atribuição de detectar o impacto ambiental que provocou e determinar a solução. Na minha opinião entendo que deveria ser uma assessoria independente, sob coordenação dos órgãos do estado competentes, sendo pago o custo pela Vale.
É possível que a enchente tenha sido aumentada pela presença do rejeito da mineração a calha do rio, aumentando assim a área necessária para a passagem da água.
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/02/06/apos-enchente-lama-da-vale-atinge-plantacoes-e-deixa-agricultores-apreensivos-na-grande-bh.ghtml
https://globoplay.globo.com/v/8300139/

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